quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Daddy's girl.

Que injusto. Tava lendo tudo isso aqui e percebi que (além de eu postar muito raramente) pouco falei do meu pai. Além de injusto, é absurdo, porque eu e ele somos a melhor combinação cósmica possível. Podemos passar dias juntos que sentimos saudades no dia seguinte, podemos brigar e quebrar o pau por um dia, mas voltamos a nos falar e fazer doce, do tipo "você não me ama mais" só pra ter atenção.
O meu pai não é uma pessoa difícil de ser definida, talvez por ele não ser uma pessoa difícil. Aliás, como alguém que atende por "Tio Minas" pode ser difícil? Quem vê todos os dias de camisa social não acredita que ele pediu por favor pra ir duas vezes seguidas na Splash Mountain enquanto fazia 5 graus. Ou que comprou uma touca do Mickey no momento em que pisou no parque e usou por todos os dias. Quem vê falando sério, discutindo licitações e mediações e mil coisas que eu nem tenho idéia do que se trate, não acredita que ele negociou jade em Taiwan porque 200 NTs( algo tipo 10 reais) era muito caro por 35 (!) peças. E achou graça, riu durante toda noite e me zoa até hoje, porque me roubaram no troco e eu não consegui discutir pra reclamar. E riu mais ainda e achou ainda mais graça quando tentaram me comprar por camelo e petróleo no aeroporto.
É quase uma bipolaridade,o pai piadista que adora contar das épocas que ia pros jogos e o empresário bem sucedido que não queria que a filha única fizesse faculdade de moda. O pai que me ensinou tudo que eu sei de futebol porque queria um menino e que entende porque eu gasto 2 horas na Sephora em cada viagem.
Desde que eu me conheço por gente, é assim. Me abraça, me aperta, me oferece dinheiro pra cortar o cabelo curto, ama cozinhar e faz tudo que eu peço e se apega as minhas amigas tanto quanto eu. Desde que eu me conheço por gente, me dizem que o relacionamento que uma guria tem com seu pai molda os relacionamentos que ela terá durante a vida. Pensando até hoje, até que faz algum sentido.
Todos os meus flertes/namorados eram piadistas. Meu pai adooooora uma piada e faz questão de contar uma sequência pra todas as pessoas que ele encontra. (QUASE) todos eram nerds ou curtiam muito o que faziam da vida. Meu pai nunca tirou menos que 8 e acha um absurdo eu ter pego final no último semestre de faculdade. Todos curtiam beber. Hoje, meu pai não bebe mais, mas só pelas histórias que ele me conta, de verdade, Rafael do Polegar fica no chinelo. Todos amavam seus carros e times. Tudo que eu sei de futebol e carros, aprendi com meu pai. Pra tirar ele do sério, nunca consigo arranjar um atleticano. Ele responde, rindo "não dá uma dentro,heim Lígia? Mas paranista nem tem graça, não dá pra tirar sarro...pior se fosse coxa!".
Talvez as pessoas que dizem que os meninos casam com pessoas parecidas com suas mães e as meninas com seus pais estejam certas. Ou talvez eu só esteja acostumada com o melhor e não consiga me contentar com nada inferior. Se for a primeira opção, lucky me. Se for a segunda? Lucky me, porque ter um pai que além de tudo isso topa entrar no meu Baile de Formatura com "MARAVILHOSA,GOSTOSA, O CREME DO VERÃO..." já é a maior sorte do mundo.
<3

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Waiting for butterflies.

Nossa,quantos mil anos eu não venho aqui. Até pensei em vir uma ou duas vezes, mas não tenho tido muito tempo livre.

Ontem, no meio da balada, eu ouvi "Você não acredita no amor, né?" Eu sei, quase certeza que era brincadeira, mas...será que eu já larguei mão dessa forma que dá pra ver na minha cara?
Não,eu ainda acredito. No amor, em homem, em toda essa baboseira sentimental. Pra mim, 'não acreditar' em homem é coisa de gente doente, que precisa se tratar. Vale o mesmo pra amor.

Eu sou,sempre fui, MOVIDA a amor. Amor pelo o que eu faço, amor pelo que eu quero fazer, amor pelas pessoas ao meu redor. Não, não vá acreditar que eu sou romântica, não sou. Aliás, detesto flores, mensagens apaixonadas, apelidos carinhosos. Uma atitude me ganha muito mais do que uma demonstração pública de afeto.
Mas, realmente, de um tempo pra cá, eu ando tranquila demais em relação ao AMOR. Não consigo atribuir a uma coisa específica.
Os mais tradicionalistas diriam que eu sofri pra cacete com o fim do meu namoro e por isso não quero mais.
Party people diriam que é porque tem uma festa atrás da outra: oktober, comunicabeach, handover, las vegas...
Aí as românticas rebatem: 'mas quando você ficar sozinha, vai querer um colo...'
Workaholic? Eu não tenho tempo. Trabalho 20 horas semanais em dois lugares, ou seja, 40. Faço faculdade, TCC. Mais ou menos 20 intercâmbios/sonhos de algumas pessoas são MINHA responsabilidade final. Preciso me formar no fim do ano.
Talvez todos tenham um pouco de razão. Eu realmente não tenho muito tempo. Eu realmente não quero me privar das parties. Eu realmente sofri.
Mas eu deixei de acreditar?
Deixei. Deixei de acreditar nessa forma pronta, clássica. Nesse conhece-paquera- fica- namora. Nessa procura eterna, não parar de olhar pro lado. Nessa necessidade extrema de ter uma aliança no dedo, um paquera prospectado.
Ainda quero casar, ter filhos, morar na praia e ter um quarto de sapatos.
Mas não acredito mais em promessas, palavras bobas. Não acredito em coisa fácil demais, absurda demais, simples demais. Gosto de complicação, gosto de ter que me arriscar. Vivo falando "aaah se eu acreditasse...", mas agora, tenho limites.
Virei egoistinha: não dou sem receber, não faço se não ganho em troca.
Isso não é relacionamento. Cobrar não é amor, fazer demais, se rebaixar, mover montanhas. Concessões tem sim que ser feitas, mas não de um lado só.
Agora, pra ser de verdade, vai demorar, vai ter que passar por algumas fases. Vai ter que me fazer querer a todo momento, todo mesmo, todos os dias, segundos, meses, semanas. Eu me recuso a qualquer coisa menor que isso.
Se for só pra ganhar colo, eu tenho minha mãe,meu pai, amigos gays.
Pra me fazer sorrir eu tenho minhas single ladies.
Pra me fazer feliz (ou não) tem o Grêmio, temaki, sapatos novos, chimarrão, crianças fofinhas.
Mas pra me fazer acreditar, de novo, precisa de mais que isso.
E não venha me chamar de exigente, eu só me encaixo naquele grupo que 'refuse to settle for anything less than butterflies.'

definitivamente.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Gamble.

Eu não sei jogar poker. Nem truco. Jogo malemal canastra! Tudo que eu entendo de regras, eu aprendi em filmes. Mas eu sempre gostei dessa idéia de apostar e , de repente, tudo isso faz muito sentido na minha vida.
Faz mais de meio ano que entrei na AIESEC, faz mais de meio ano que eu trabalho no time que eu mais amei,desde o primeiro momento, na palestra obrigatório do processo seletivo, Gestão de Talentos. Amo mesmo, me apaixonei por cada processo. Comecei esse ano de 2010 determinada, eu ia me postular pra coordenadoria.
Pausa: postular = se candidatar a vaga.
Mas o ano foi passando, muuuuita coisa foi acontecendo e de repente, uma pessoa (OiViniFloriani) me fez a maldita pergunta "Por que não OGX?"
Pausa: OGX = outgoingexchange, outro time da Aiesec, responsável pelo envio de estudantes de Curitiba para fazer intercâmbio em outros lugares do mundo todo.
E, de repente, OGX acendeu sua plaquinha, com luzinhas piscando na minha cabeça. É igual colocar um brigadeiro na frente de uma criança, uma nota de 100 no chão do ônibus as 6 da tarde, um par de Louboutin número 35 jogado na rua da casa dessa que voz escreve: é involuntário, você TEM vontade de pegar, você quer, você chega a estender a mão...
Mas aí eu comecei a tentar entender POR QUE eu devia ser coordenadora? Por que de OGX? Que é uma área que eu NEM SEI NADA! Por que largar o meu timinho amado?
E uma postulação que ainda nem foi lançada já começou a me enxer de perguntas. O que eu quero com isso? A primeira coisa que vem na minha cabeça é auto-conhecimento. O que, em dois minutos, chega a ser burro. Quantas mil vezes eu já escrevi sobre mim aqui? Eu devia me conhecer, turns out, eu não me conheço. Eu quero saber até onde eu consigo chegar, quão longe, quão alto, quão baixo sem sofrer. Por alguns segundos, eu quero demarcar essas linhas. Bobagem, delimitação foi feita pra idéia central do texto, área do triângulo, não para pessoas. Eu quero sim auto-conhecimento e mais todas as 10 competências do GCM.
Pausa: GCM = Global Competency Model : o modelo de competências que a AIESEC usa para desenvolver pessoas ;)
Que tipo de líder eu seria? Brava? Boazinha? Liderança por exemplo? Rígida? Gastaria horas da reunião com personal updates? Ia fazer pauta no computador?
Não tenho a menor idéia da resposta de todas as perguntas, simplesmente por um motivo:
Eu não estou preparada para ser líder.

Mas eu também não tava preparada para entrar na faculdade quando eu passei na UFPR. Eu não vou sair da faculdade preparada para o mercado, eu mal sei o que eu quero com esse curso.
Eu não tava preparada pra fazer TCC e ele tá aí com quase 50 páginas já.
Eu não tava (mesmo) preparada pra levar um pé na bunda, mas sobrevivi.
E quando a gente tá preparado pra algo? Talvez, depois que as coisas acontecem.

Eu posso não estar preparada, mas eu quero MUITO minha liderança. E eu vou fazer tudo por ela, porque se tem algo que eu aprendi com mais de meio ano na AIESEC e o fim do meu namoro, é que por mais que eu não saiba perder, quando eu perco, me dá ainda mais vontade de voltar e ganhar.
Cause baby when its love if it isnt rought than it isnt fun. Aprendi a gostar de correr riscos, aceitar desafios, aproveitar oportunidades. Mudei e me desenvolvi porque eu acredito no 'life changing' que a AIESEC proporciona, porque eu ME DEI a chance de tentar ser diferente. Virei uma kamikaze do amor e do trabalho.

Se minha vida fosse poker, nos últimos meses, eu estaria constantemente de all in.


=*


ps: se você curtiu essa tal de AIESEC, em agosto tem processo seletivo do escritório de Curitiba. Ficaadica:)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A vida após a morte.

Não vou falar do filme do Chico Xavier, não. Até porque eu tenho medo dessas coisas. Nem da novela (bizarra) do Daniel, porque sei lá, não consigo entender. Mas respeito.

Vou falar da minha vida, após a morte de algo que ERA a minha vida. E só pra deixar claro, morte nesse caso quer dizer fim. Pra sempre. Mas como todo fim é um começo...

Sofri sim, chorei sim, gritei sim, passei por todas as fases. Não vou negar nada, vou ser sincera.

Quantas vezes eu já escrevi aqui de amor, de fim de amor, do que fazer e bla bla bla? Acontece que, na prática, não é bem assim que a banda toca.

Vamos a minha experiência:

O começo é a pior parte, podem te falar que não, podem te falar que 'vai piorar', mas acredite, NÃO VAI. O começo são os primeiros dias, aqueles que você SÓ chora, grita, fica com a maior dor do mundo. Lógico, te arrancaram o que você tinha. Te tiraram sem pedir por favor e sim, é BEM ISSO que você vai sentir. Sentir que arrancaram um pedaço de dentro de você e se, no seu caso, for igual ERA no meu, em que era um pedaço FUNDAMENTAL da sua existência, aí sim, vai doer como nunca doeu. Não adianta rezar, pedir pra Deus, Buda, pai de santo, ninguém vai tirar sua dor.
Aí você vai sair, como eu sai, beber, como eu bebi, falar tudo que você quer falar e suas amigas (ai meninas, sorry) vão ouvir pacientemente, te dando razão e falando que queriam ser como você, mas ainda não vai passar.
Aí você vai sair de novo. Vai beber whisky, cerveja, vodka. E na volta pra casa, vai ter uma conversa importantíssima, dirigindo mesmo, em voz alta, concordando e discordando, com você mesma. Aconteceu comigo e aí sim, começou a passar.
Nessa hora, você com você mesma começa a perceber certas coisas:
1) Você realmente é forte. Mas isso nunca deu e nem dará o direito das pessoas te tratarem mal ou te fazerem sofrer.
2) Você realmente era demais pra ele. E sem humildade, era mesmo.
3) Você nem tava mais feliz, você chorava umas 4 vezes por dia, tinha esquecido do que você realmente gostava, gastava rios com celular, quando, na verdade, o que você gosta é gastar com sapatos e maquiagens.
4) Resolvi que eu ia esgotar os sentimentos. Chorar até não conseguir mais, até cansar de usar lágrimas como demaquilante. Sentir raiva e xingar até não saber mais palavrões. Eu iria até o fim, pra acabar com aquilo que (clichê) tava acabando comigo.

De repente, você resgata pequenas coisas. Primeiro, aquelas que você deixou de fazer porque o ex não gostava e agora você faz SÓ por isso.
Depois você vai ouvir Mariah Carey, Shakira, Kelly Key e cantar bem alto ' baba,olha o que perdeu', imaginando a figura do dito cujo.
Devagarzinho,vai passando. Você vai se livrando da dor, das memórias, mas aí vem a (melhor) fase. A RAIVA.
Finalmente você vai cair em si. Vai perceber o quão TROUXA você foi em alguns momentos (ou nem foi tanto,mas vai parecer que foi a pior do mundo), vai gritar, vai querer matar, vai falar verdades e mentiras, vai querer mandar bater. Vai contar todos os piores defeitos dele pras suas amigas. E vai jurar NUNCA mais mudar na-da por ninguém. Vão te amar? Vão te amar do jeito que você é, bebendo coca light de manhã, dormindo as 4 e acordando as 13, fazendo faculdade de Comunicação, dirigindo mal.
Também vai passar. E aí sim vem a verdadeira melhor fase. Aquela que você sabe quem você tem pra te ajudar, pra te dar a mão e te tirar dali, mas você sabe que precisa fazer isso sozinha.
Você vai entender quem você é, o que você fez, o que você está disposta a fazer.
Vai pensar tanto que vai ter dor de cabeça. Vai se dividir entre comentários dos amigos, opinião de família e Sex and the City. Vai achar seu ponto fraco e seu ponto forte.
E vai começar tudo outra vez.

A vida é um ciclo, com mil mortes no caminho. Com um milhão de fins que resultam dois milhões de começos. Você vai se olhar, durante várias vezes, no espelho e em fotos e nem vai se reconhecer, seja pelas atitudes, pelas mechas, pela ruguinha(argh!), pelas roupas, pela época. Você vai jurar nunca mais se apaixonar e se apaixonar de volta. Vai jurar que vai parar de comprar e gastar 300 reais em uma bota, no mesmo dia. Vai mentir no TCC, mas ser verdadeira na vida. Vai engolir o que você não gosta, pra manter as aparências. Vai parar de engolir o que você gosta, pra ter uma boa aparência. Vai fazer novos amigos. Vai dirigir as 4 da manhã cantando Justin Bieber e rindo de você mesma. Você vai mudar. E a graça não é aceitar ou não aceitar, gostar ou não gostar disso. É entender que vai acontecer.
Você vai rir,chorar, acertar e errar. Errar muito, irremediavelmente. Vai correr, dançar, cair.Levantar.

O saldo de tudo isso é o que faz valer a pena, é o que você aprende.

Eu? Eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Faria de novo, não por ele, mas faria. Aprendi que não importa o quão grande pareça sua dor, ela vai passar. Aprendi que não dá pra contar com todo mundo, mas tem aqueles que você pode contar de olhos fechados e que valem por um exército. Aprendi que se for pra reduzir minha vida a um relacionamento, vai ser comigo mesma. E isso,lógico, também é mais fácil na teoria. Aprendi a me entender, a me aceitar. Entendi que eu nunca vou ter o nariz perfeito, nunca vou ser magrinha, sempre vou ser a mais baixinha. Aprendi que gosto de colo sim, que eu preciso de atenção, que eu não vou abrir mão do jogo do Grêmio por nenhum outro. Aprendi que não dá pra esperar dos outros o que a gente faz por eles. Cheguei a ficar desacreditada. Mas não era eu, era alguma fase da Lígia em coma emocional, algo que eu não estava respondendo por mim, estado vegetativo, essas coisas.

Eu sempre acreditei no amor, acima de tudo, em todas as formas. E não é uma mortezinha dessas que vai me fazer perder a fé ;)

Words are not enough.

Não adianta eu ficar tentando escrever algo gigante. Não existem palavras, gestos, imagens, piadas internas capazes de demonstrar o quanto eu sou grata a vocês.

You bring me back to life. Thank you. AMO vocês.

E como já diria o Big:

"You are the loves of her life and a guy would be lucky to come on fourth."


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2000inove.





Faz dias que eu penso em escrever algo aqui. Não sei porque, não consigo.


Eis que as 03:29 do dia 23/dezembro, eu me obrigo a sentar aqui e escrever. E do que mais seria, nessa época do ano em que TODO MUNDO só faz retrospectivas?


Parei pra pensar no que fez 2009 valer a pena. E cheguei a duas respostas básicas.




1) AIESEC


Sim, você que convive comigo já cansou de me ouvir falando disso. Do meu local de trabalho, do meu time, das minhas reuniões, dos valores e frases que sempre tem 'lá na Aiesec' ou 'o Fulano da Aiesec'. Mas eu não canso de repetir. Não sei exatamente porque eu me inscrevi no Psel (processo seletivo para não aiesecers) 2009.2, talvez tenha sido por influência da Jackie, talvez da Jess, talvez por estar cansada de ficar em casa. Aconteceu. Um dia, eu abri o site, me inscrevi e quando percebi, já estava fazendo dinâmicas e entrevista. Passei. Fiquei tão em choque com a notícia que nem consegui ficar feliz, foi só...chocante. Discovery Days, uma experiência fantástica. Comecei a conhecer o que era de verdade a AIESEC e, principalmente, comecei a conhecer pessoas fantásticas. Pessoas que iriam me dar a mão nos momentos difíceis e me fazer rir no office-hour. Pessoas que durante esses três meses, mudaram minha vida, ou melhor, como um aieseco querido e agora costa riquenho disse " me ofereceram a chance de EU mudar minha vida." Escolhi o time, meio na sorte, meio na dúvida. E acertei, acertei em cheio. Talent Management. O que a gente busca? Desenvolver pessoas. Eu só não imaginava o quanto isso ME desenvolveria. O quanto mudaria a minha visão de mundo, de organização, a minha sensibilidade aos outros, mas principalmente...o quanto eu me descobriria. Em TM, eu me achei. E achei mais outras pessoas maravilhosas. Cada uma, com seu jeitinho, me trouxe algo a mais. Achei alguém tão ligada em moda quanto eu, alguém tão pequena e parecida comigo, uma comunicóloga, uma buddy perfeita, uma 'chefe' extremamente competente, a fofura em forma de gente que logo logo estará na Índia e os meninos mais capazes que eu já vi na vida. Era óbvio que eu ia me apaixonar. Cada job me fez melhorar um pouco, pessoal ou/e profissionalmente, me fez entender googledocs e pessoas, me fez ME entender. E pra mim, isso é só o começo. Em 2010, TM continuará suuuuper VIDA e eu já coloquei nas minhas 'resolutions', ficar de olho nas oportunidades. Por enquanto, thanks TM team, you rock!


2) Nós

Difícil, muito difícil falar disso. Não sei se pelos anos 'pré' nós ou se por tudo que existe agora e que eu ainda quero que exista. Não sei se por me achar extremamente jacú por não ter percebido antes que tudo que eu procurava/me faltava estava bem pertinho, não sei se por não querer mais sair de perto. De alguma forma, era para acontecer. E precisava ser dessa forma, demorar tanto. Para que a gente pudesse amadurecer. Amadurecer como pessoa, amadurecer as idéias, perceber o que realmente queria e o que seria capaz de fazer para que isso acontecesse, precisávamos passar por tudo que passamos para poder entender e fazer acontecer da forma que é. Precisou de muita insistência da parte dele, de muita coragem pra me jogar de cabeça em um relacionamento, da minha parte. Precisamos conversar muito para conciliar as vidas e prioridades. Precisamos estabelecer prioridades: nós. Hoje, 5 meses depois, eu consigo dizer com todas as palavras: valeu e ainda vale muito a pena. Vale pelo relacionamento 'que eu sempre quis ter' e tenho, vale pela nossa capacidade de resolver tudo conversando, vale pelos valores iguais, vale por cada momento que passamos juntos. Vale por todos os amigos que eu ganhei e que me ganharam (principalmente as meninas, minhas queriiidas). Vale por cada vez em que eu paro para pensar, chego a conclusão que, graças a Deus, eu tenho você. Vale pelos jacarés, pelos pernilongos, pelo Irídio, vale pelos momentos de carinho, pelos tombos (muuuuuuuuitos meus e pouquíssimos seus), vale pelas discussões sobre assuntos sérios, vale pela parceria e companherismo, vale pelo amor. Se 2009 valeu a pena, foi por sua causa.

Na casa nova,com a minha parede vermelha L-I-N-D-A e com a mãe quase casando, eu não consigo resumir esse ano em outra palavra que não seja: inovação.

E que 2010 venha com tudo de melhor :)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

todo sobre mi madre.

Quando somos crianças, queremos ser iguais as nossas mães. Toda menininha anda pela casa desfilando o sapato, que parece enorme, da mãe, quer passar o batom da mamãe e repete as frases que ela diz pro papai durante as brincadeiras de boneca. Mas aí a gente cresce.
Cresce e se acha as donas da razão e não vê a hora de ser diferente. Pinta o cabelo pra ficar diferente, põe piercing, briga, discute, faz drama, bebe demais e jura que nunca vai ser igual a ela. E diz mais, quando tivermos filhas, não seremos iguais elas são conosco.
Só que daí a gente cresce mais uma vez e aí percebe um lado da mãe que até aquela hora não dava pra ver: o quanto é difícil ser ela.
Trabalhar o dia inteiro em algo que ela talvez nem goste e aguentar você reclamando da sobrancelha que ficou torta, aguentar seu pai (ou o namorado dela) e PIOR, às vezes nem ter com quem dividir a vida, não ter nem um paquerinha. Fazer as unhas, pintar a raiz do cabelo, fazer mechas, estar sempre bonita, ler jornais, ler revistas, publicar artigos e ainda fazer tudo por você.
Ela trabalha todos os dias das oito as seis, mas arranjou um tempo pra te levar no médico quando você acordou enjoada. Ela não gosta das suas músicas mas ouve no PRÓPRIO carro porque você sequer dá opção. Ela tinha uma reunião importante, mas atendeu o telefone quando você estava chorando porque bateu o carro na coluna do prédio. Ela não dorme enquanto você não chega e você insiste em chegar as 5 da manhã e sequer manda uma mensagem avisando que vai demorar. Ela te ajuda a ler, dirigir, escrever o pré - projeto do TCC, convencer seu pai que seu namorado é um bom guri, apesar de torcer pra um time diferente do dele. Aí você para e pensa: não seria ser tão ruim ser igual ela, né?
Too late, honey. Nessa altura, você já vai estar andando igual ela, falando igual ela, se vestindo igual ela e acreditando nas mesmas coisas, além de fazer o que você acharia absurdo dias atrás: CONCORDANDO com ela.
Dentro de você sempre existiu muito dela, mas você nunca viu, na maioria das vezes, só os outros enxergam, por isso te dizem que vocês são parecidas, que tem a voz igual, que parecem irmãs, que cada dia que passa estão mais iguais.
Você? Você não vê, se olha no espelho e se acha totalmente diferente. Mas você é fruto direto dela e aqui vão as notícias: você vai ficar igual ela.
Não tem jeito, meninas, todas nós vamos ficar iguaizinhas as nossas mães, querendo ou não, gostando ou não.
Nem perca tempo criticando, dizendo que isso jamais vai acontecer, daqui a pouco você vai olhar no espelho e não vai ser mais a personalidade que vai ser igual, vão ser os olhos, as bochechas e as ruguinhas. Então use seu tempo investindo em um bom protetor solar e em momentos agradáveis com ela, conhecendo ela melhor e, lógico, conhecendo você mesma daqui uns aninhos.
Meninos, fica a dica: Olhem as mães, suas paqueras/namoradas vão ficar iguais.
Sorte que a minha é loira, bonita, bem sucedida e gente boa.
(e má motorista)

=*


ps: Vejam o filme do título do post,como todos do Almodovar, é demais!